Arquidiocese Brasileira adere a programa de reciclagem de plástico para reduzir a poluição no oceano

Os alunos são fotografados em uma foto de arquivo colocando copos de plástico dentro de uma escultura de tubarão-baleia em Santos, Brasil, que foi projetada para armazenar resíduos recicláveis coletados da praia. A Arquidiocese do Rio de Janeiro lançou uma parceria com a empresa canadense Plastic Bank para reduzir o descarte de plástico nos oceanos. (Foto CNS/Amanda Perobelli, Reuters)
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Sumário

A Arquidiocese do Rio de Janeiro lançou uma parceria com uma empresa canadense para reduzir o descarte de plástico nos oceanos.

Funcionários da Igreja disseram que o empreendimento com o Plastic Bank oferece uma maneira mais sustentável de livrar os oceanos de resíduos plásticos perigosos e está em consonância com o apelo do Papa Francisco para proteger a terra em sua encíclica, “Laudato Si’, no Care for Our Common Home”.

“Este ano, em que celebramos o quinto aniversário da publicação do ‘Laudato Si’, estamos felizes em anunciar essa parceria, que é mais um gesto concreto da nossa arquidiocese que se engaja no cuidado da casa comum”, disse o cardeal Orani João Tempesta, do Rio de Janeiro.

Chamado de Programa de Fé, o projeto lançou em 4 de outubro, a festa de São Francisco de Assis. O Cardeal Tempesta presidiu a missa no Santuário Nossa Senhora da Penha para marcar seu início.

“Com gestos simples, eliminaremos os plásticos de nossas casas, ruas e rios, e impediremos que eles cheguem aos oceanos”, disse o cardeal.

No lançamento, Cleiton Ramos, coordenador do Programa de Fé do Banco plástico no Brasil, deu ao Cardeal Tempesta um rosário feito a partir de cordas que muitas vezes são descartadas no oceano por pescadores na Indonésia. Foi apresentado em uma caixa feita de plástico reciclado.

O presente, disse Ramos, foi semelhante ao dado ao Papa Francisco em 2017 pelo fundador e CEO do Plastic Bank, David Katz.

O Plastic Bank é parceiro do Dicastério do Vaticano para promover o desenvolvimento humano integral.

Anderson Correa Neto participou do lançamento. Ele disse ao Serviço de Notícias Católica que ficou tão impressionado com o programa que ele e sua família imediatamente se ofereceram para separar as doações de plástico no santuário.

“As pessoas não sabem o que fazer com as dezenas de garrafas de água plástica, garrafas de xampu e garrafas de detergente que têm por perto”, disse ele. “Esses plásticos acabam entrando em nossos rios e oceanos.”

Correa Neto disse que a comunidade tem ficado para trás do projeto e que, embora as pessoas ainda estejam animadas em sair de suas casas por causa da pandemia do coronavírus, as lixeiras estão enchendo mais rápido do que os voluntários podem passar por eles.

“Agora, nas tardes de domingo, venho com minhas filhas de 13 e 16 anos e minha esposa para separar e embalar o plástico para que a empresa possa tirá-lo durante a semana”, disse Correa Neto.

O projeto também foi implantado na Associação São Martinho, administrada pela província carmelita de São Elias. A associação promove um programa para crianças sem-teto, dando-lhes refeições e um lugar para ficar durante o dia.

“Papa Francisco é um homem sintonizado com seu tempo. Quando o papa pensou nessa encíclica, fez uma crítica muito forte ao consumismo e ao desenvolvimento irresponsável. Exige mudanças e unificação global para combater a degradação ambiental e as mudanças climáticas”, disse o coordenador da associação, Deacon Valdinei Martins.

Com o aparente sucesso precoce do programa, Ramos disse que estão em andamento planos para expandi-lo.

“Nosso objetivo é ter lixeiras coletoras em pelo menos 20 paróquias da cidade até dezembro e pelo menos 40 até meados do próximo ano, além de expandir para outros estados do Brasil”, disse.

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