O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, viajou na noite de segunda-feira (6) para a Hungria. O objetivo da visita é demonstrar o apoio do ex-presidente Donald Trump ao primeiro-ministro Viktor Orban. O encontro ocorre pouco antes das eleições parlamentares no país europeu, marcadas para o próximo domingo.
Antes de partir de uma base da força aérea em Washington, Vance fez uma declaração. “Conversaremos sobre vários assuntos ligados à relação entre Estados Unidos e Hungria. Tenho certeza de que Europa, Ucrânia e os demais temas serão discutidos”, disse o vice-presidente norte-americano.
Além do encontro com o primeiro-ministro húngaro, a agenda de Vance inclui um discurso sobre a aliança entre as duas nações. Aos 41 anos, ele é visto dentro do círculo de Trump como um dos principais apoiadores dos partidos de extrema direita que atuam na Europa.
As eleições na Hungria são consideradas decisivas para o futuro político de Viktor Orban. O líder, de 62 anos, está no comando do país há 16 anos. Em declarações anteriores, Donald Trump já se referiu a Orban como “um líder forte e poderoso”.
As pesquisas de opinião conduzidas por institutos independentes apontam para um cenário de disputa acirrada. Os levantamentos sugerem uma possível vitória com folga para o partido Tisza, liderado pelo conservador Peter Magyar. Ele conseguiu estruturar um movimento de oposição em menos de dois anos, o que representa um desafio à hegemonia política de Orban.
Por outro lado, as instituições de pesquisa que são consideradas próximas ao governo húngaro apresentam um panorama diferente. Elas projetam a vitória da coalizão governista Fidesz-KDNP, que é liderada pelo atual primeiro-ministro.
A visita do vice-presidente norte-americano ocorre em um momento político sensível dentro da União Europeia. A postura da Hungria em relação a temas como a guerra na Ucrânia e as políticas de imigração frequentemente coloca o país em desacordo com outros membros do bloco.
A relação entre os governos Trump e Orban tem sido marcada por posições políticas alinhadas em vários temas internacionais. Esta viagem de J.D. Vance é interpretada por analistas como um reforço público a esse alinhamento, às vésperas de um processo eleitoral crucial para o futuro da Hungria.