A mediana do relatório Focus para o déficit primário do setor público consolidado em 2026 manteve-se em 0,50% do Produto Interno Bruto (PIB) pela sétima semana seguida. A meta fiscal para este ano é um superávit primário de 0,25% do PIB nas contas do governo central, com uma tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos.
Para 2027, a mediana que aponta para um déficit permaneceu em 0,40% do PIB pela segunda semana consecutiva. Há um mês, esta estimativa estava em 0,43%. O alvo estabelecido para o próximo ano é um superávit de 0,50% do PIB, também com um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual.
As projeções para as contas públicas do Focus normalmente indicam déficits maiores do que a meta do governo. Isso ocorre por dois motivos principais. Primeiro, as estimativas se referem ao setor público consolidado, que inclui governo central, estados, municípios e empresas estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras. Já a meta oficial vale apenas para o governo central. Em segundo lugar, diversos gastos não entram na contabilidade da meta fiscal, como é o caso dos pagamentos de precatórios.
Na parte do resultado nominal, a estimativa intermediária para o déficit de 2026 seguiu em 8,50% do PIB pela terceira semana seguida. Há um mês, esse número era de 8,58%. A mediana para o rombo nominal de 2027 manteve-se em 8,00% do PIB pela sexta semana consecutiva.
O resultado primário representa o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. O resultado nominal, por sua vez, reflete o saldo após a consideração dos gastos com juros e outras despesas financeiras.
Quanto à dívida líquida do setor público (DLSP), a mediana para 2026 como proporção do PIB permaneceu em 69,90% pela segunda semana seguida. Há quatro semanas, esse índice estava em 70,0% do PIB. Já a estimativa intermediária para 2027 continuou em 73,46% do PIB, marcando a primeira leitura consecutiva com esse valor. Há quatro semanas, a projeção era de 73,80%.
