O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, foi derrotado nas urnas neste domingo (12) e deixará o poder após 16 anos. Ele deixa um legado de autocratização do país, com Judiciário aparelhado e mídia na mão de aliados, e de atritos com a União Europeia, bloco do qual a Hungria faz parte.

    Uma das primeiras reações internacionais à derrota de Orbán veio da presidente da Comissão Europeia, a alemã Ursula von der Leyen. Ela disse: “A Hungria escolheu a Europa. A Europa sempre escolheu a Hungria”.

    “Um país retoma seu caminho europeu, e a união fica mais forte”, prosseguiu. “Juntos, somos mais fortes. O coração da Europa bate mais forte na Hungria esta noite”.

    O presidente da França, Emmanuel Macron, disse ter conversado com Péter Magyar, vencedor do pleito. Em nota, afirmou que a França “está feliz com essa vitória, que mostra a forte ligação do povo húngaro aos valores da União Europeia”.

    Já o premiê da Alemanha, Friedrich Merz, também ligou para Magyar. Ele disse esperar uma cooperação “a fim de garantir uma Europa forte, segura e unida”. “O povo húngaro decidiu. Parabéns por seu sucesso, caro Péter”, escreveu o alemão em rede social.

    Hakeem Jeffries, líder do Partido Democrata na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, também se manifestou. Ele disse que “o autocrata de extrema direita Viktor Orbán perdeu a eleição. Os próximos serão os puxa-saco de Trump e extremistas Maga em novembro. O inverno está chegando”. A declaração faz referência às eleições de meio de mandato nos EUA.

    O governo do ex-presidente americano Donald Trump interferiu na campanha eleitoral da Hungria para tentar favorecer Orbán. Trump afirmou que os EUA investiriam na economia húngara se o aliado permanecesse no poder. Além disso, enviou seu vice, J. D. Vance, para elogiar o premiê em Budapeste durante a campanha.

    A derrota de Viktor Orbán põe fim a uma era de 16 anos no comando do país, um período marcado por crescentes tensões com as instituições europeias. A vitória da oposição é vista por líderes europeus como um passo para realinhar a Hungria com os princípios básicos da União Europeia.

    A reação positiva de figuras como Macron e Merz reforça a expectativa de uma mudança na postura diplomática húngara. Enquanto isso, o comentário de Hakeem Jeffries ilustra como o resultado da eleição húngara ressoa na política interna dos Estados Unidos.

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    Nathan López Bezerra

    Formado em Publicidade e Propaganda pela UFG, Nathan começou sua carreira como design freelancer e depois entrou em uma agência em Goiânia. Foi designer gráfico e um dos pensadores no uso de drones em filmagens no estado de Goiás. Hoje em dia, se dedica a dar consultorias para empresas que querem fortalecer seu marketing.