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Venda de livros no Brasil cresce 6,5% em 2025, impulsionada por obras gerais

Venda de livros no Brasil cresce 6,5% em 2025, impulsionada por obras gerais
25.7. doação de livros. foto tony oliveira agência brasília5

As vendas de livros no Brasil registraram crescimento em 2025, de acordo com a pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro. O levantamento foi coordenado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), com apuração da Nielsen BookData.

Divulgado nesta quinta-feira, 28, o estudo mostra que foram vendidos 185 milhões de exemplares físicos ao mercado. O número representa um aumento de 6,5% em relação a 2024. O faturamento chegou a R$ 4,5 bilhões, com crescimento nominal de 7,7% e real de 3,3%.

Entre os subsetores, as editoras de Obras Gerais tiveram o melhor desempenho, com 48% das vendas ao mercado. Os livros Religiosos aparecem em segundo lugar, com 30%, seguidos por Didáticos (16%) e Científicos, Técnicos e Profissionais (CTP), com 6%.

Somando vendas ao mercado e ao governo, foram produzidos 100 milhões de exemplares de Obras Gerais, alta de 14,9%. As vendas somaram 102 milhões de unidades, aumento de 20,7%, com faturamento de R$ 1,8 bilhão, crescimento real de 6,6%.

O resultado está ligado, em parte, ao fenômeno dos livros de colorir, que se tornou popular em 2025. Também reforça os dados da pesquisa Panorama do Consumo de Livros, divulgada em março, que apontou os jovens adultos, de 18 a 34 anos, como os maiores consumidores de livros no país.

“O Panorama do Consumo de Livros mostrou um aumento no número de consumidores de livros no país, especialmente entre jovens e públicos mais conectados às redes sociais e à cultura digital. Já a pesquisa de Produção e Vendas mostra que esse movimento também começou a se refletir de forma concreta no desempenho econômico do setor”, afirmou Sevani Matos, presidente da CBL.

Entre os gêneros, o maior crescimento no faturamento foi de Didáticos e Ficção Adulta, ambos com alta de 12% em relação a 2024. Religiosos cresceu 7%, e Infantil e Juvenil, 5,3%. Não Ficção Adulta registrou o menor aumento, de 2,6%, embora tenha liderado o crescimento de exemplares vendidos, com 15,4%.

As vendas ao governo tiveram queda de 9,9% no faturamento, o que influenciou o resultado geral. Considerando mercado e governo, o setor teve recuo de 2,9%. A variação é comum, já que as vendas ao governo são sazonais.

Outro ponto da pesquisa foi o crescimento de 12,4% no faturamento com vendas a livrarias físicas. Já as livrarias exclusivamente virtuais tiveram alta de 1,5%. Em 2025, as lojas físicas representaram 28,9% do faturamento do setor.

“Os dados mostram crescimento da participação das livrarias no faturamento das editoras e no volume de exemplares vendidos, o que é bastante relevante. Isso demonstra que, mesmo com o avanço do digital e das redes sociais, as livrarias seguem exercendo um papel fundamental como espaço de descoberta, experiência cultural e conexão entre leitores e livros”, disse Sevani Matos.

A pesquisa Conteúdo Digital do Setor Editorial Brasileiro, também divulgada pela CBL, SNEL e Nielsen BookData, mostrou que a venda de livros digitais continua em crescimento. As editoras possuem um acervo de 149 mil títulos, sendo 90% em e-book e 10% em audiolivros.

Foram vendidas 13,2 milhões de unidades avulsas. Os livros de ficção representaram pela primeira vez o maior percentual de vendas, com 41%. Não ficção aparece com 39%, e CTP, com 20%.

O faturamento com vendas avulsas foi de R$ 188,2 milhões, crescimento real de 5,8%. Em outras categorias, como plataformas educacionais e assinaturas, o faturamento foi de R$ 265,5 milhões, alta de 5,3% em termos reais. A soma representa crescimento real de 5,5% para o setor de conteúdo digital.