A 99 informou ao prefeito Ricardo Nunes, do MDB, nesta quarta-feira, dia 1º, que não irá operar o serviço de mototáxi por aplicativo na cidade de São Paulo.
Em uma reunião realizada na tarde do mesmo dia, a empresa e o prefeito chegaram a um acordo. Ficou definido que a 99 não vai atuar no transporte de passageiros e vai concentrar seus esforços apenas no serviço de delivery. O anúncio foi feito por Ricardo Nunes em suas redes sociais.
O CEO da 99, Simeng Wang, que acompanhava o prefeito, comentou sobre a decisão. Ele disse que São Paulo é o maior mercado da empresa e que a intenção é continuar gerando valor para os paulistanos. Wang afirmou ainda que o objetivo é retomar o diálogo com a administração municipal.
Nosso objetivo é retomar o diálogo com a administração de uma das maiores cidades do mundo, e estamos abertos para fazer um trabalho conjunto que beneficie a população de São Paulo, complementou o executivo.
O prefeito Ricardo Nunes também se pronunciou, explicando a mudança de rumo da empresa. A 99 vai focar no mercado de entrega, de delivery, e não irá mais atuar, como pretendia, no transporte de passageiros em moto, até pela questão dos perigos, declarou Nunes.
A decisão marca a desistência da plataforma de entrar no segmento de transporte de pessoas em motocicletas na capital paulista. O serviço, conhecido como mototáxi ou motoapp, tem sido alvo de discussões sobre regulamentação e segurança no município.
A reunião entre as partes selou esse entendimento, colocando fim aos planos da empresa para essa modalidade específica na cidade. A 99 segue operando normalmente seus outros serviços, como transporte por carros e entregas.
O foco no delivery passa a ser a prioridade da companhia em São Paulo. O setor de entregas por aplicativo tem crescido e se mostrado um mercado em expansão nos últimos anos, mesmo com a concorrência de outras plataformas.
A notícia foi divulgada inicialmente pelo prefeito e confirmada pela empresa, encerrando uma expectativa sobre a entrada da 99 nesse nicho. A questão da segurança no transporte de passageiros em motos foi um dos pontos citados como motivo para a mudança de planos.
